FACE TO FACE WITH SHARKS
5 dias atrás
Estavamos em Montagu, uma pequena cidade no interior da Africa do Sul. Haviamos chegado durante a noite, após uma longa viagem de leste a oeste, cruzando boa parte do país. Na manhã seguinte acordei bem cedo para conhecer as redondezas e me deparei com um lugar bastante curioso, bem no meio da cidade. Estava diante de um pequeno ecossistema habitado principalmente por aves. O lugar me lembrou o Pantanal matogrossense. Só que este mini-pantanal era apenas um terreno baldio com um pequeno lago no centro. O lugar que foi totalmente abandonado pelas pessoas acabou sendo tomado por diversas espécies de aves, como Graças, Biguás e o imponente Ibis-sagrado (Threskiornis aethiopicus). O adjetivo sagrado desta ave vem do antigo Egito, onde ela era cultuada provavelmente por surgir na época da cheia anual do Nilo, a qual tornava possível a agricultura e assim a própria sobrevivência dos egípcios. O Ibís-sagrado chegou a ser criado nos templos e enterrado mumificado junto a alguns faraós. Tot, o deus do tempo e da sabedoria, era representado como tendo a cabeça de um íbis. Hoje em dia as coisas mudaram...Ele é caçado por sua carne e linda plumagem e por isso, está quase extinto. Pelo menos nesta cidade ele ainda é respeitado, os moradores se acostumando com a sua presença e Montagu ganhou um novo atrativo. Confesso que foi uma passagem bem interessante e a manhã rendeu bons momentos fotográficos.









Estes gigantes vivem na terra a milhões de anos mas no ultimo século eles quase se estinguiram. Durante boa parte do século XX, milhares de pessoas desembarcaram no continente africano para caçar os animais selvagens da região. Isto praticamente acabou com algumas espécies e colocou outras em risco de extinção.
O maior animal terrestre do mundo. O elefante africano é o maior das espécies (podendo atingir 12 toneladas), comparados com outras espécies como os asiáticos. A maior diferença entre eles é notada através de suas orelhas: o elefante-africano tem orelhas bem maiores do que as do elefante-asiático, esse motivo é devido ao intenso sol e calor africano, pois abanando suas orelhas ele “refresca” seu corpo.
Rinoceronte, nome comum dado a certas espécies de ungulados de dedos ímpares, cuja característica mais notável é a presença de um ou dois chifres, que na verdade são excrescências da pele. São animais grandes, pesados, de corpo robusto e patas curtas.
passarinho africano que lhe cata os carrapatos da carcaça e das orelhas, e o avisa da proximidade de inimigos. Presta-lhe ainda, segundo os nativos da África, um grande serviço: guiá-lo na direção de doces colméias, que o rinoceronte também aprecia.É um animal de pobre reprodução: apenas um filhote, depois de uma longa gestação de dezessete meses, o filhote pesa 25 kg e alimenta-se de leite materno até os dois anos de idade. Ao completar cinco ou sete anos, já é adulto e passa a viver sua própria vida.
Depois do elefante, o maior mamífero terrestre é o Rinoceronte Branco (Cerathoterium simum), com 2 metros de altura, 5 metros de comprimento e 4 toneladas de peso. Tem dois chifres, dos quais o anterior mede até 1,50 m de comprimento. Apesar do nome, sua pele é escura e lisa. Ele habita as zonas descampadas e planas da África, comparado às outras espécies, é pacato e inofensivo.
O Rinoceronte Negro (Diceros bicornis) mede, no máximo 1,50 m de altura. Seus dois chifres, o anterior e o posterior, podem medir 70 e 50 cm de comprimento respectivamente. Ele ataca apenas para se defender e é ferocíssimo. Sendo provocado, o rinoceronte negro torna-se uma máquina quase invencível de destruição. Hoje, existem aproximadamente 12 mil pelas regiões africanas ao sul do Saara. Por esse motivo, a caça ao rinoceronte é um dos esportes mais procurados pelos caçadores profissionais e "turistas" que se embrenham na África à procura de sensações fortes.
O hipopótamo é um mamífero, anfíbio que vive nos rios e pantanos do continente africano.. Chega a 1,50m de altura e 4,5 de comprimento. chega a pesar até 4 t e a viver 40 anos.
Em Janeiro, logo após voltar da minha viagem para a Patagônia, embarquei para a Africa do sul para gravar uma serie de matérias para o Domingão Aventura. A primeira dela, que ja foi ao ar no dia 8 de fevereiro apresentada pelo Documentarista Lawrence Wahba, contava a história dos Leões Brancos de Sambona. Aqui conto um pouco mais sobre estes belíssimos animais....

O tempo de gestação dos leões é, em média, de 100 a 108 dias, tempo ao fim do qual nascem entre três e quatro filhotes. Um macho dominante pode ter mais de 20 filhotes aos seus cuidados, gerados por varias femeas do seu harem, que defendem com agressividade. Qualquer macho que se aproxima de sua familia pode representar uma ameaça, pois estes costumam matar seus filhotes e roubar suas femeas. Esta ameaça é recebida com muita agressividade e só termina quando os invasores recuam. No dia a dia são extremamente preguiçosos, chegando a dormir cerca de 20 horas por dia.
O leão branco constitui uma rara mutação de cor do leão-sul-africano (Panthera leo krugeri), devida a uma particularidade genética chamada leucismo. Não constitui uma subespécie. Distingue-se dos outros apenas pela sua pelagem muito clara, quase branca, causada por anomalias em seus genes. Os seus olhos são dourados ou azuis.
O leucismo (do grego leucos, branco) é uma particularidade genética devida a um gene recessivo, que confere a cor branca a animais geralmente escuros.
Fotos: R. Wanpers & M.Betley